É impressão minha ou está todo mundo de cabelo em pé por causa da ed. 74? Ah, sim! Essa é a edição mais esperada do ano e vai ser uma saga de três partes. Agüenta, coração!
A sinopse diz o seguinte:
Uma simples viagem ao interior para a festa da Jumenta Voadora se transforma numa aventura arrepiante! A galera do Limoeiro vai precisar superar seus medos, enfrentar fantasmas e desvendar um grande mistério.
Se eu tivesse que escolher uma palavra para descrever a ed. 75, seria algo tipo “meldels!” sim, foi basicamente isso que eu senti à medida que fui lendo a história. Acho que não tem outra definição.
Se eu tivesse que escolher uma palavra para descrever a ed. 75, seria algo tipo “meldels!” sim, foi basicamente isso que eu senti à medida que fui lendo a história. Acho que não tem outra definição.
Foram muitas surpresas e vi que errei em boa parte dos meus palpites. Tranqüilo, as histórias do Emerson são mesmo imprevisíveis.
O começo já foi bem intrigante. No final da ed. 74 muitas coisas ficaram no ar, como se faltasse algumas lacunas a serem preenchidas. Então nesse começo mostrou coisas que aconteceram e não vimos, como a Berê dando as fantasias para Mônica, Magali e Cascão e o que aconteceu com o Cebola depois que todo mundo foi para a festa.
Enquanto isso, Denise paga alguns micos por causa do Conversão... digo, Xavecão. Sim, essa parte foi realmente demais e eu rachei de rir. E elas falando dele como se ele nem estivesse por perto? Difícil não rir dessa parte. A atuação da Denise, como sempre foi incrível, inclusive na parte dela falando que está para nascer o homem que pensa que manda nela. É isso mesmo, garota!
As cenas da festa e do Cebola na casa no meio da floresta foram entrelaçadas de um jeito fantástico, pulando de um ambiente para outro e deixando o leitor morrendo de curiosidade e suspense. E também detalhou tudo o que tinha acontecido mais para o final da ed. 74 e respondendo várias perguntas, tipo onde o Cebola tinha encontrado aquela chave de ossos e de quem era aquela mão atrás dele na hora de abrir a porta.
Também descobrimos como ele esborrachou no abismo do outro lado da porta, mas aposto que todo mundo deve ter ficado confuso quando ele levantou-se aparentemente sem nenhum ferimento.
Será que mais alguém aí levou um susto quando a fadinha mostrou a cara dela? Rapaz, que coisa bizarra!
Fazer a crítica dessa edição é meio difícil porque os fatos e eventos vão se entrelaçando, são muitas coisas e detalhes para falar. Essa edição ao mesmo tempo detalhou o que aconteceu na ed. 74 e acrescentou coisas novas e intrigantes também, respondeu várias perguntas e levantou outras.
Acho que a parte mais complicada para os leitores foi quando o Cebola gritou ao ver o carro da Berê e a turma ouviu. Depois apareceram sósias da Mônica, Cascão e Magali na floresta. Quer dizer, como a turma ouviu o Cebola? Como sabiam que ele tinha encontrado com os sósias?
Bom... pelo que eu entendi, ele ficou preso dentro da Umbra, que é uma dimensão paralela a nossa. Do jeito que Berenice explicou. Ao que parece, ele não está totalmente morto porque essa dimensão é tipo um limbo, uma situação indefinida onde a pessoa aguarda seu destino (embora eu não acredite em céu e inferno). Isso explica o porquê dele ter levantado inteiro depois da queda, ao invés de vermos apenas o espírito saindo do seu corpo,
Nesse estado, ele pode ser ouvido, mas não visto porque não tem experiência como os filhos de Umbra têm. Os três viram seus sósias porque os filhos de Umbra podem se tornar visíveis, por isso a Mônica alertou o Cebola de que o que ele estava vendo era falso.
Então vêm as explicações. Berenice explica um pouco e Creuzodete complementa contando a verdadeira história da Jumenta voadora, o que foi bem inesperado. Quer dizer, quem ia imaginar que a menina do lago era na verdade uma pirralha empestiada que sentia raiva das crianças da cidade?
Isso mostra que nem todas as histórias que nos contam podem ser tidas como verdadeiras. As pessoas mudam, tiram detalhes e acrescentam outros de acordo com seus interesses. No caso da cidade, havia o interesse em transformar aquela história em algo que atraísse dinheiro e turistas.
Aquela cruz que sempre aparece na história realmente existe, assim como o sistema nortumbriano que é um antigo alfabeto rúnico. Essa runa, chamada de Ior, simboliza o mal necessário. Tipo aquela coisa que não tem remédio e o jeito é aceitar da melhor forma possível já que ficar revoltado e criar resistência podem atrair mais problemas e sofrimentos.
Mas não é só isso. Essa runa também está associada a Jörmungandr, uma serpente do mar na mitologia nórdica. Também era conhecida como a serpente do mundo, porque de acordo com a lenda, ela era tão grande que conseguia cercar a Terra e seus movimentos causavam terremotos e tsunamis. Diziam que quando ela fosse solta, o mundo ia acabar porque isso afetaria o equilíbrio. Deve ser por isso que Creuzodete gritou apavorada “a serpente está voltando!”.
Essa runa também representa a dualidade, tipo claro/escuro, matéria/espírito, masculino/feminino. Tudo mantido em harmonia, sem que um prejudique o outro.
Ao contrário do que muita gente fala, não se trata de coisa do demônio, satanismo, símbolo da besta, etc. não quero aqui dar uma aula de história sobre runas, mas acho que seria bom se pesquisassem um pouco para saberem do que se trata.
Voltando a história, fiquei realmente surpresa ao saber que a fadinha é quem tinha atacado as crianças e não o contrário. Ainda mais com a revelação de que ela é o espírito mais manipulador e maligno que já existiu. Sinistro, hein? Seria ela a tal serpente que caso fosse solta poderia destruir o mundo?
A passagem do Cebola dentro de Umbra deu até um pouco de aflição, porque ele ainda não tinha percebido que estava morto e ainda passou aperto com as crianças fantasmas. A cena onde o nariz dele sangrou por causa da Sangria foi até um pouco forte considerando a classificação da revista, mas é claro que eu gostei.
Mas no fim ele acaba se entendendo com as crianças quando percebe quem é o vilão e quem é a vítima. Então vemos que os filhos de Umbra não são maus, estavam apenas tentando evitar uma grande tragédia. Aí vem a revelação mais chocante da história.
Quer dizer, que a menina podia ser o grande vilão por detrás disso tudo eu já apontei como possibilidade nos palpites da ed. 75. Mas quem poderia imaginar que Berenice era a mãe dela e também estava por detrás da maracutaia toda? Por essa ninguém esperava, certo? Afinal, ela sempre pareceu boa, tipo uma velhinha doce e bondosa, uma vovozinha mesmo. Então descobrimos que ela não só era a moça dos tapaueres, como também envenenou (tipo assim, matou!) as sete crianças e agora está querendo libertar um grande mal que vai detonar com a humanidade. Oi?
Quem leu a Turma da Mônica 94, onde a turminha vai para a festa da jumenta voadora junto com Xaveco e o pai dele, deve lembrar da parte em que a Berenice oferece maçãs do amor e Cebola fica com medo achando que estavam envenenadas. Então a gente descobre que ela envenenou pessoas de verdade! Incrível, não? Quer dizer que no fim das contas ela é uma psicopata sem coração! Ou talvez apenas uma mãe que não soube lidar com a dor de perder a filha. Se repararam, ela ainda parece acreditar que as sete crianças realmente causaram a morte da filha dela. Tipo, acha que a fadinha é a vítima da história, não o contrário.
O que me deixou assim meio confusa foi que esse evento se passou tipo uns vinte anos atrás, certo? O problema é que a Berenice tem cara de quem está beirando os 80, talvez 90 anos. Se ela era mesmo a moça dos tapaueres, então não deve ter mais do que 50 anos (lembram quando ela fala que não tinha idade para ser bisavó?), só que a aparência dela não está de acordo com essa idade. Mesmo na TM 94 ela já estava com a aparência bem velha, o que é estranho. E como ela foi trabalhar com a Madame Creuzodete? Será que ela sabia desse detalhe na vida da Berenice?
E como se as coisas não estivessem sinistras o bastante, a Berenice envenena a Mônica, Cascão e Magali. Facada nas costas é pouco, viu? Sim, porque ela se fez de boazinha durante quase duas edições para mostrar a verdadeira face no fim da segunda. E a cena final dela enterrando os três no cemitério de Umbra foi de dar calafrios, nunca houve nada igual na TMJ.
Essa edição foi bem sombria, mas com toques de humor da Denise que ajudou a suavizar sem, no entanto, tirar o foco da história. Ainda não foi explicado quem é realmente o Xavecão e esse lance de a história se repetir. Ainda não sabemos se ele é de fato o Xaveco ou o primo dele.
Outra coisa que adorei, claro, foi a participação da D. Morte, apesar de ainda não saber se realmente gosto ou não do novo visual dela. Quer dizer, aquele pano na cabeça cobrindo os olhos ainda não me convenceu. Continuo preferindo capa com capuz. Essa mudança foi bem ousada porque até então a aparência dela sempre foi meio andrógina desde os gibis.
A personalidade dela pareceu ter mudado um pouco também, já que os filhos de Umbra estranharam ela ter feito uma piada e nos gibis ela tem senso de humor. Mas acho que para essa saga foi necessário. Só senti falta da foice, que é algo característico dela. Dessa vez ela apareceu bem mais do que nas ed. anteriores e teve uma participação de verdade, interagindo mais com os personagens e tendo falas mais importantes.
Uma pergunta: eu deveria estar surpresa com o Cebola fazendo cebolices e condenando a humanidade? Eu não sou cebônica, mas estou começando a achar que é melhor a Mônica voltar para ele logo porque sozinho ele é uma arma de destruição em massa ambulante! Alguém tem que mantê-lo na rédea curta.
Tudo isso por causa da atitude arrogante dele e também por sua ambição sem limites, como Creuzodete explicou muito bem e o que ela disse é mesmo verdade. Semelhante atrai semelhante e se o Cebola andou atraindo o espírito mais maligno e manipulador que já existiu, então boa coisa ele não deve ser! Ele pode até não ser maligno, mas é bem manipulador e acima de tudo arrogante, a ponto de não pensar nas conseqüências das suas atitudes. Vamos ver se ele consegue dar um jeito nisso ou nunca vai ter outra chance com a Mônica.
Finalmente a conclusão de uma das melhores sagas da TMJ. E pelo visto, vai ter muito barraco, zueira e gritaria.
Na ed. anterior, o Cebola fez mais uma das suas cebolices e a menina do lago acabou ficando com o crânio. Mais um plano infalível que vai para o ralo... agora a humanidade está lascada e ele terá que dar um jeito de arrumar essa bagunça
Boa parte dos mistérios foi resolvida na ed. 75, mas ainda tem bastante coisa. Uma delas é saber se o Xavecão é ou não o Xaveco do futuro. Se for, como ele vai ficar com a Denise? Qual é o papel dele na história? Pela capa, dá para ver que vai ter uma participação importante.
Aliás, gostei bastante da capa porque não deram um jeito de enfiar a Mônica onde não cabia. Nada contra ela, sério, mas até que é bom algumas histórias que não sejam centradas nela (e nem no drama dela com o Cebola).
A coisa ruim que Berenice trouxe ao mundo está solta e parece bem sinistra, apesar de eu estranhar um pouco esse treco de pescoço comprido com um crânio de jumento.
Já que Mônica, Cascão e Magali estão sob controle da menina do lago, então vai restar para Cebola, Xavecão, Denise e Sofia resolver esse problema. Ah, claro, também tem o Zé Beto e Crispiano. Dizem que música acalma as bestas, então de repente eles conseguem dar uma forcinha.
É meio difícil dizer o que vai acontecer, porque a gente sempre pensa que vai rolar uma coisa e acaba acontecendo outra. Mas não preciso pensar muito para imaginar que teremos uma batalha épica, onde os mocinhos tentarão evitar que a raça humana acabe ardendo no mármore por toda eternidade.
Como vai ficar os filhos de Umbra? Na ed. 75 eles fugiram. Será que vão tentar lutar também? E será que Mônica, Cascão e Magali também lutarão do lado da Berenice e a filha dela? Eles estão manipulados e podem até querer ficar no lado negro da força por causa do feitiço.
O Emerson tinha lançado um pequeno desafio sobre a população de Sococó da Emma, 11991 e disse que esse numero tem um significado. Eu falei sobre isso aqui e parece que o palpite está certo. Pelo menos na parte das doze tribos de Israel e sobre a cidade precisar de 12000 habitantes para estar salva.
Se fossemos contar com os turistas, a cidade teria bem mais do que isso, mas parece que só vale se forem 12000 residentes, pessoas nascidas ali. Com os filhos de Umbra são sete, faltam mais duas. Uma pode ser o Xavecão, eu não sei onde ele nasceu. Pode ser que tenha sido em Sococó da Emma. A outra eu não sei. Só se derem um jeito de colocar a Berenice nesse lance.
Falando na Berenice, ainda há muitas perguntas não respondidas. O que aconteceu com ela depois que perdeu a filha? Teria sido ela quem botou fogo na própria casa e depois saiu da cidade? Até que faria sentido. Então as pessoas acharam que ela morreu no incêndio e acabaram transformando a história dela em uma celebração. Quem leu Mônica 94 deve ter visto ela na cidade distribuindo maçãs do amor, mas é claro que ela deve ter voltado com outra identidade e aparência, pois aquele corpo de velhinha não está compatível com a idade dela. Só se ela usou feitiço para mudar sua aparência por alguma razão. Vocês devem lembrar que no fim da ed. 75 ela apareceu com pernas de jumenta quando filmada com a câmera.
E outra coisa que me intriga: como ela foi parar com a Creuzodete? Essa eu vou querer ver!
Apesar de ser difícil dar palpite nessa história, dá para imaginar que após uma super batalha a menina do lago será derrotada e mandada para Umbra e as sete crianças serão libertadas. Só não sei se voltarão à vida ou serão encaminhadas o céu. E também não sei como a menina do lago será derrotada, pode ser algo relacionado com a cruz de Ior, como mostra na capa, ou com o lance de a cidade precisar ter 12000 habitantes.
Se não me engano, na mitologia Nórdica o Thor derrotou a serpente, mas depois morreu por causa do veneno. Mas caso essa história tenha usado a bíblia como base, então vão aparecer anjos, aliados, algum Deus ex machina que irá derrotar a menina do lago. Se bem que isso seria meio que repetir a solução da ed. 52. De qualquer forma, creio que teremos uma grande surpresa. Mônica, Cascão e Magali também voltarão para seus corpos e Cebola sairá de Umbra.
Quanto a Berenice... não sei... ela pode acabar seguindo sua filha e indo para Umbra com ela, ou pode acabar morrendo. Não duvido nada de a menina do lago acabar matando a própria mãe. Num dos teasers do Emerson, tem uma fala tipo “não é seu rosto, filha. É a sua coroa”. Então ela vai ficar sem rosto? Caso sim, vai zangar com a própria mãe e acabar com ela? De vilões cruéis e malignos podemos esperar qualquer coisa.
Pode ser que com o fim da lenda, o povo da cidade desista de fazer a festa da Jumenta Voadora, talvez não. Afinal, dinheiro é dinheiro, né? Será que aquele homem da ed. 74 que tentou dizer que tudo era uma farsa vai voltar? Será que as sete crianças são filhos dele? Até que seria bonito elas reencontrarem o pai ao menos pela última vez antes de irem embora.
E será que vai ter mais um beijo entre Denise e Xavecão? De qualquer forma, ele terá que ir embora e seguir o caminho dele. Só espero que ela não comece a chorar litros.
Então, a vida na cidade voltará ao normal, Creuzodete vai seguir o caminho dela certamente sem sua assistente, Quim irá retornar com o carro consertado e a turma poderá ir embora feliz e aliviada pelo pesadelo ter acabado. E provavelmente concordando que certas coisas não deverão entrar no trabalho de escola.
O fim pode ser com eles na estrada indo embora ou na escola apresentando o trabalho, não sei. Aí fico pensando... será que vai ter tipo uma coisa sinistra no final, indicando que a história não acabou realmente? Afinal, a saga de sombras do passado ainda não terminou, então pode ser que apareça algo apontando para uma nova aventura só para nos deixar morrendo de curiosidade.
Aqui tem a imagem do Cebola segurando o crânio. Tem png e quebra cabeça.

eu não tenho ainda a revista mais ja tão falando



